Educação de crianças e adolescentes no Templo

 

Texto escrito pela minha amiga Missionária Dra. Alline Lins de Alencar Furtado, Psicologa e Educadora Cristã

 

Crianças pequenas constituem-se como sujeitos a partir do referencial dos pais, quando nascem na maioria das vezes têm um nome , (Ana Luiza, Tamires, Diele, Larissa, José Luís, Natani, Alessandra, Graziele, Marina, etc.). Uma historia lhes é atribuída, sonhos que se sonham para eles, um bebê é o resultado de nosso desejo ou da ausência do mesmo, se um filho vem sem ser planejado isso tem conseqüências e devemos construir a partir daí um sonho para nosso filho surpresa, e se por ventura o mesmo é rejeitado, essa rejeição inicial, pode ser transformada em aceitação e desejo de construir uma história mais digna para esse filho que se impõe, apesar da falta de planos, de organização, de desejo inicial.

Crianças pequenas devem receber cuidados: devemos mantê-las limpas, saciadas, aquecidas, num ambiente tranqüilo para que possam se desenvolver, sem esquecer que correm o risco de se machucarem se não estivermos por perto, eles são carentes dos nossos cuidados, somos nós que dizemos o que podem e o que não podem, nós é que apresentamos o mundo a eles, as cores, os afetos, as adversidades. As crianças pequenas devem ser ensinadas, e ensinar para uma criança, pequena, muitas vezes é impedi-la de fazer algo: Bater em seu irmão, quebrar seus brinquedos, gritar, dar birras, etc.

Mas como ensinar aos nossos bebês? Ensine-os da mesma forma que vocês os ensinam a não por a mão numa panela quente, a não colocar o dedo no interruptor, ou a não subir num lugar alto, tenho certeza que vocês não surram os seus filhos para que não façam isso, ou dão longas explicações sobre a eletricidade, a gravidade, e a temperatura dos corpos aquecidos, vocês apenas estão dispostos a não permitirem que se machuquem, sei que vocês sabem proteger a cada um, então ensinem o respeito que seus filhos devem ter pela casa do Senhor com o mesmo empenho, com a mesma seriedade, com o mesmo amor.

Levante-se com ele se ele não pode conter o choro e vá dá uma volta no pátio da Igreja, coloque-o no colo, não permita que ele cresça achando que a Igreja é lugar de correr, de arrastar cadeiras e espalhar brinquedos, a Igreja deve ser levada a sério. Deixe que ele se alegre com sua alegria de vir à casa de Deus, deixe que ele veja que quando você vem a Igreja sai renovado, esperançoso, alimentado, sereno, passe isso para seu filho, trate-o com amor e firmeza, se for preciso diga: Não! E acima de tudo dê exemplo, não faça aquilo que não gostaria que seu filho fizesse. Observe em você o que deve ser mudado.

E quando ele for capaz de entender que o interruptor dá choque, que a panela quente pode queimar sua mão e que tudo que está no alto pode cair, você já pode dizer a ele que a ceia do Senhor é um simbolismo da entrega de Jesus por nós na cruz, e só podemos entender esse simbolismo quando somos capazes de confessar a Cristo publicamente e escolher segui-lo ou não, se um adolescente estiver preparado para fazer seu discipulado e posteriormente sua profissão de fé que o faça, ou mesmo uma criança convicta, mas se não puderem que sejam ensinadas pela Igreja e pelos pais o sentido da ceia, e que possam estar presentes na Igreja somente os adultos na hora da ceia para que as crianças não venham, por ventura, a se sentirem excluídas.

A Igreja pode incluir o contexto da ceia somente para as crianças, exatamente, para prepará-las para entender esse simbolismo da ceia realizada na Igreja. Na verdade existem algumas Igrejas que ministram a ceia em famílias em que apenas alguns dos membros estão freqüentando a Igreja, e o que se observa é que a Igreja se fortalece e torna-se mais responsável.

Vamos explicar, também, aos nossos adolescentes o valor das nossas orações, vamos dizer que quando oramos estamos nos dirigindo à pessoa mais importante do nosso planeta terra, mais importante do universo, ao autor de tudo que há e, por isso, nossa atenção deve estar completamente voltada para ele e nada deve nos atrapalhar, devemos estar atentos para concordamos com aquele que ora a Deus, que apresenta as nossas súplicas, as nossas petições, as nossas dificuldades, e o nosso louvor.

Na Igreja prestamos culto ao Senhor, o louvamos, o adoramos, lemos sua palavra, oramos e ouvimos a palavra de Deus através daquele que nos trás a mensagem. Então vamos dizer aos nossos filhos que toda atenção, neste momento, é necessária, que nada de brincadeiras, nada de conversas paralelas, nada de atender ao celular, nada de ficar andando pela Igreja, entrando e saindo.

Devemos mostrar aos nossos filhos que temos vários espaços na Igreja, e que esses espaços são utilizados de maneiras diferentes, por exemplo, na cozinha preparamos os alimentos, no templo dedicamos toda a nossa atenção ao nosso Deus. No espaço reservado as crianças elas ficam mais a vontade, e participam de atividades diferenciadas, ativamente, com seus desenhos, com suas perguntas e opiniões, podendo dar sua participação ao final do culto trazendo-nos algo que aprenderam com seu professor.

Mas ao final quando estão se dirigindo ao culto onde estão os adultos devemos ensiná-las que podem vir tranquilamente, que não há necessidade de correrem porque ali vamos estar todos nós, aguardando por elas, com alegria em recebê-las para aprender algo que elas têm sempre a nos dizer. Digam que se sentem muito felizes quando estão na casa do Senhor e que se emocionam quando veem chegar as criancinhas, pois elas sempre têm algo a dizer. Pois até o Cristo demonstrou que queria estar com as crianças. Então disse Jesus: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas”. Mateus 19:14.

Espero que cada um de nós possa amar, cada vez mais, os nossos filhos e desejar estar com eles em todos os momentos, inclusive, naqueles em que temos que dispor de tempo para ensinar-lhes mais sobre as coisas celestiais. Creia, o comportamento de seu filho expressa a relação que você estabelece com ele em família, a qualidade do tempo que você dedica a ele, as histórias que você conta para ele, os valores que você transmite a ele nas suas ações, ou seja, tudo que você é e faz influencia no comportamento de seu filho.

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