POLÍTICA SULMATOGROSSENSE – E O BERNAL?

Nasci no Mato Grosso (uno) em 1960, fui ordenado ao Pastorado em 04/02/1987, estou filiado à Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil desde 18/04/1994 e nestes 54 anos de vida morei fora deste estado por um ano e meio apenas (jan/2010 à Jul/2011), sem contudo me afastar daqui, pois continuei trabalhando com missões indígenas entre os Terenas (Miranda-MS) e voltava aqui todos os meses!

Tenho visto o funcionamento de nossa política estadual que gerou alguns caciques que passaram a determinar o futuro deste estado.

Sem nenhum julgamento de valor moral pessoal, falo da cassação do prefeito de nossa capital nesta semana, me atrevo a escrever isso por ser o Vice-Prefeito, que foi empossado como atual Prefeito, Gilmar Olarte, Pastor Evangélico.

E o Bernal?

Depois de escolhido pelo povo para um novo tempo e ou modelo de governo da Capital Sulmatogrossense, depois de demonstrar pouca habilidade política para criar condições de governabilidade, depois de alguns erros “infantis” de administração, depois de comprovadamente não conseguir fazer aliança com os partidos ligados aos antigos governantes da capital, o Bernal foi cassado.

Pensando a política estadual em que estamos inseridos e que se avizinham as eleições para governador e deputados estaduais e federais e também de senador, qual a importância desta cassação?

1º As suspeitas levantadas pelas licitações do final do governo do Nelsinho (PMDB) na prefeitura de Campo Grande, tais como, a do Lixo e a do transporte coletivo, ficarão definitivamente engavetadas e não causarão nenhum dano para o ex prefeito e seus aliados.

2º Como ficou notório com a CPI da saúde, não se tem nenhum desejo de investigar a fundo e responsabilizar os ex governantes da prefeitura de Campo Grande, haja vista, que foi identificada uma empresa fantasma ganhadora de uma licitação e assim mesmo não foi solicitado o indiciamento de ninguém.

3º Com o Bernal fora da prefeitura e com o Gilmar Olarte no governo da mesma, o PMDB e seus candidatos ficam tranquilos quanto ao palanque, pois como demonstram as alianças feitas agora, nas eleições o palanque oficial da prefeitura estará ao lado dos candidatos do PMDB (leia-se Nelsinho Trad e outros).

E o Bernal? Este fica com os direitos cassados por 08 (oito anos), estando assim impedido de participar livremente das próximas eleições, ele que foi eleito legitimamente pela maioria dos eleitores de Campo Grande perde seu posto para um político que na eleição anterior para a prefeitura não conseguiu sequer ser eleito vereador, mostrando assim que seu cacife eleitoral ainda está muito baixo, mas serviu aos propósitos dos caciques da política estadual.

Campo Grande será o fiel da balança para a eleição de governador pela quantidade de votos que possui, assim, vamos esperar pra ver!

Será que a população dará sua resposta nas urnas?

Será que a amnésia eleitoral vai mais uma vez ser demonstrada?

Quem viver, verá!

Pastor Paulo Coura

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