Perdão

Por Pr, Paulo Coura

Por toda a Bíblia salta aos nossos olhos a palavra “Perdão” e suas correlatas perdoar e ser perdoado.

Uma doutrina bíblica que é pouco ensinada, muito valorizada, nas palavras ou pregações, mas que raras vezes é ensinada, pois sempre que se entra neste assunto, logo se deriva para perdoar e pedir perdão!
É interessante como a Bíblia trata este assunto, vejamos: (1) Os anjos que se rebelaram não foram agraciados com o perdão divino; (2) O primeiro pecado humano, a desobediência no Éden é punida, traz consequências eternas, muda toda ordenação da terra, mas a culpa (o que separa de Deus) é retirada e a separação entre Deus e o homem é revertida, mesmo fora do Éden, Adão e Eva, tem acesso à Deus; (3) O segundo pecado humano apresentado é o assassinato de Abel por Caim, não há arrependimento, e Caim não é perdoado, a culpa permanece sobre ele e segue pela vida, até a eternidade separado de Deus; (4) No dilúvio, o pecado da mistura das linhagens de Sete e Caim, não recebe oferta de perdão, mas é justiçada; (5) Segue-se alguns episódios de aplicação da Justiça Divina, sem que haja a oferta de perdão, Deus escolhe criar um povo através de Abraão, enquanto o povo está sendo formado, num período de mais ou menos seis séculos, há um salto na história Bíblica e retorna com os anos finais da escravidão no Egito, durante este tempo, mais precisamente no tempo dos Patriarcas existe narração de perdão e restauração de relacionamentos humanos entre si, mas nenhum destaque para a restauração de relacionamento entre o homem e Deus; (6) Na Lei, Deus determina a fórmula de se restaurar o relacionamento entre Deus e o Homem, pelo perdão (Kaphar – Cobrir) do pecado através do sacrifício de um determinado animal e, também determina o “dia” de sacrifícios para restauração do relacionamento da Nação com Deus, o Yom Kippur! (7) O escritor de Hebreus esclarece que todos os sacrifícios do Antigo Testamento são sombras (figuras) do verdadeiro sacrifício que pode restaurar definitivamente o relacionamento do ser humano com o Criador, Jesus Cristo crucificado; O Novo Testamento, iniciando pelos Evangelistas, trata o perdão como essencial no relacionamento entre o homem e seu companheiro e, entre o ser humano e Deus; (8) Jesus apresentou vários aspectos da doutrina do perdão: (a) O perdão deve ser oferecido de maneira graciosa, sem que pra isso o ofensor necessite de pedi-lo; (b) O perdão humano condiciona o perdão Divino; (c) O perdão humano deve ser inesgotável, 70×7 por dia; (d) O perdão Divino é oferecido graciosamente e efetivado no sacrifico da Cruz, e todo que recebe a Jesus como Senhor, é reconciliado com Deus, eternamente; (9) Os apóstolos que escreveram cartas as igrejas deixam claro que a comunhão dos filhos de Deus deve ser baseada no fato de serem perdoados por Deus, não apenas dos pecados anteriores à conversão, não apenas do pecado como origem, mas também dos pecados, que são cometidos após a conversão, mediante o arrependimento e confissão e, que fundados no alicerce do Perdão Divino, os cristãos oferecem perdão a seus irmãos e a todo e qualquer que lhe ofenda e a toda e qualquer ofensa que lhe seja feita, não exigindo do ofensor seu arrependimento ou confissão, mas o faz graciosamente, pois valoriza o perdão divino recebido através do Sacrifício do Cordeiro de Deus!

O fato de se negar a perdoar gera na alma do ser humano a mágoa, ferida que se inflama e corrompe os sentimentos e por fim atrapalha, chegando a romper o relacionamento do ofendido com o ofensor e por extensão, com Deus!

A mágoa com o passar do tempo gera a amargura e isso adoece emocionalmente e até fisicamente em muitos casos!

Só existe um remédio para a mágoa e para amargura de espírito: PERDÃO!

Perdoar não é esquecer!

Perdoar não é deixar pra lá!

Perdoar não e dar tempo ao tempo!

Perdoar não é um ato do sentimento!

Perdoar é uma decisão!

Perdoar é livrar da Culpa!

Perdoar é liberar o ofensor para que ele prospere!

Perdoar é valorizar o sacrifício de Cristo que me perdoou ofensa muito maior!

Deus nos ordena que perdoemos a todos quantos nos tem ofendido, sejamos pois obedientes a Deus!

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Quem está certo: Calvinista ou Arminiano?

Ouvindo um Fórum da Missão na Íntegra, o Reverendo Ariovaldo Ramos contou a seguinte estória (narro em minhas palavras)!

Reza a lenda que um Calvinista ultra radical morreu e, em seguida seu antagonista Arminiano também faleceu e, passadas as primeiras impressões do paraíso, resolveram conversar com Jesus para saberem definitivamente quem estava certo!

Mestre, disse o Ultra Calvinista, aprendi e vivi a verdade bíblica, ensinada pelo Apóstolo Paulo que a Eleição é incondicional e que antes da fundação do mundo, Tu, em sua majestosa soberania, determinastes aqueles que escolheste para a Salvação e aqueles que escolhestes para a perdição e, que nós humanos devíamos nos sujeitar à essa vontade, pois é soberana e quem pode questionar o Senhor? estive sempre certo?

O Arminiano, apressadamente, colocou seu ponto de vista: Mestre, eu aprendi e vivi por toda minha vida crendo e pregando que o Senhor em sua Soberania escolheu dar ao homem o livre arbítrio e a capacidade para tomar decisões, sendo responsáveis por elas. Aprendi e vivi que o Pai nos elegeu para a salvação em CRISTO e que ofereceu aos homens, dando-lhes o direito de livremente, constrangidos pelo Espírito Santo, decidirem a receber o Senhor Jesus como Senhor, assim sendo incluídos na Eleição eterna! estou certo, não é verdade? a prova é que estou aqui contigo no paraíso, não é?

Ao que respondeu o Mestre: Vocês estão aqui, o que interessa pra vocês quem está certo ou errado? Desfrutem da minha presença!

Moral da história: Siga em frente, crendo e vivendo na graça, seja ela irresistível ou resistível, porque só vai morar com Cristo aquele que foi alcançado pela Graça!

(by Pr. Paulo Coura – Um Calvirminiano convicto)

QUE DIFERENÇA FAZ UMA VÍRGULA?

(Pr. Edilson Marçal)

Sempre gostei do texto de José Cândido de Carvalho “Por causa de uma vírgula mal encarada”, onde o escrevente Porfírio Freixeiras acaba pedindo demissão ao chefe Feitosa que cismou de mandá-lo remover uma vírgula “de um certo ofício”. Revoltado, o escrevente, que tinha tanta segurança da necessidade da vírgula, acabou enfrentando o chefe e tendo uma carta de demissão publicada no Diário Oficial do dia seguinte. É um texto clássico, que aparece em muitas provas de concurso.

Lembrei-me do texto ao ler a notícia em que um médico no Amazonas acabou provocando a morte de um bebê por omitir uma vírgula. Em vez de prescrever 1,0ml de certo medicamento, prescreveu 10ml. Claro que há outros responsáveis no processo, pois o farmacêutico que dispensou o medicamento deveria perceber o lapso, bem como o profissional de enfermagem que o aplicou. Mas o fato é que a vírgula ou a falta dela acabou custando a vida de uma criança.

Certas coisas com as quais lidamos diariamente podem parecer bobagens, mas possuem um grande potencial destrutivo. Que diferença faz uma vírgula? Fica evidente no caso do bebê: uma dosagem dez vezes maior de um medicamento cuja superdosagem foi fatal. Assim como as belas e inocentes raposinhas da vinha de Salomão, que poderiam comprometer toda uma safra de uvas (Cantares 2.15).

Quer evitar problemas? Quer manter o foco? Deseja ser produtivo e eficaz? Não deixe de observar os detalhes, vírgula por vírgula. Remova as pestilentas raposinhas e pare de tolerar ruídos em sua rotina de vida. Penso que na vida espiritual isso se refere a vigilância e prudência, qualidades tanto valorizadas nas sagradas escrituras (Mt 26.41; Ef 5.15-21).

MINISTÉRIO PASTORAL É CORAÇÃO

Pr. Edilson Marçal

Nos tempos de Paulo, havia um grande número de pregadores que frequentavam as sinagogas e areópagos de Atenhas, Corinto e Éfeso, principalmente.

Parladores eloquentes, que encantavam multidões por serem capazes de falar a língua dos homens, dos deuses e até mesmo dos anjos.

Alguns desses homens chegavam a oferecer seus corpos para serem queimados em defesa de seus ideais, distribuíam suas fortunas entre pobres para viver em cavernas em defesa de sua filosofia, se consideravam conhecedores de todos os mistérios e ciências da natureza.

Eram capazes até mesmo de explicar os mistérios que se passavam no coração dos deuses.

Mas não amavam as pessoas. Queriam apenas formar um séquito convicto, que se dobrasse a seus argumentos, que os reconhecessem como sábios. Estavam em busca de uma massa de seguidores.

Lendo o texto, lembrei-me dos alunos nota 10 dos seminários.

Aqueles que ganham troféus por se destacarem pelas notas obtidas, pelos perfeitos sermões de capela, pelo TCC impecável.

Quantos deles são pastores nota 10, capazes de levar pecadores convertidos aos pés de Cristo, transformando pecadores em perfeitos adoradores?
Ministério pastoral é coração e não intelecto.

Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, ainda que entregasse meu corpo para ser queimado, ainda que entregasse todos os meus recursos em favor do pobres, eu nada seria se não fosse capaz de chorar com os que choram, me alegrar com os que se alegram, plantear sob cinzas por aqueles que se afastam do Senhor Jesus.

Estamos passando por uma grave crise nos dias de hoje.

Igrejas regredindo, raquíticas, irrelevantes, moribundas.

Diante disso, temos muitas propostas de treinamento de lideranças para a revitalização de igrejas.

Mas será que seremos capazes de transformar pastores “hipster” ou “nipester”, ou mesmo os intelectuais e filósofos que estão à frente de igrejas em homens com o coração nas pessoas e as pessoas no coração?

Ministério pastoral é muito mais amor do que intelecto, línguas estranhas, legalismo, conservadorismo, corrente teológica, técnica ou habilidades para a gestão. De nada adianta conhecer toda ciência e mistério e ser condecorado por dezenas de títulos se não tiver amor.

Sua mensagem será somente um sino que ressoa, incomoda, marca a hora dos momentos liturgicos, mas não tem nenhum significado ao coração dos pecadores.

“Havia comunhão entre eles… Estavam sempre unidos… Caíram na graça de todo o povo… E iam sendo salvos os chamados de Cristo” (At 2)

Orar: Por quê? Pra quê?

Vamos orar? Irmão pode orar por mim? Peço a igreja que esteja orando por….!

Frases como estas são constantes em meio aos cristãos de todas as denominações e, existem ainda os que classificam a oração como: comum e forte!

Uma oração comum seria aquela que é feita extemporaneamente, sem uma preparação ou antevisão, a oração comum do dia a dia!

Uma oração forte seria aquela especial, feita por alguém que se “consagrou”, se preparou para fazer “aquela” oração. A Oração forte é personalizada!

Será que temos consciência do papel fundamental e necessário da oração na vida do cristão? Como oramos? Será que nossa oração está cercada ou baseada na Palavra de Deus? Será que oramos de acordo com os termos da Nova Aliança, ou ainda usamos os Salmos, lá da Antiga Aliança, como fonte de inspiração para nossa oração?

É comum vermos a defesa de que a maneira de se relacionar com Deus na Nova Aliança é diferente da maneira que se relacionava na Antiga Aliança, ora isto é tão claro e evidente, pois foi o próprio Jesus quem disse: Deus é Espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade!

Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.

Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos por que a salvação vem dos judeus.

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.     (Jo 4.21-24)

Mas será que temos consciência disto no dia a dia? Será que quando nos prostramos em oração temos o cuidado de orarmos nos termos da Nova Aliança?

Na Antiga Aliança, através dos Salmos, temos a visão clara de como o homem se relacionava com Deus no dia a dia, colocando-o em todas suas situações. Os salmistas louvavam a Deus por sua intervenção no curso de suas vidas e de sua Nação, clamavam a Deus por livramentos e os obtinham!

Ó Deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade.

Como expulsaste os gentios com a tua mão e os plantaste a eles; como afligiste os povos e os derrubaste.

Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, mas a tua destra e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles.

Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena salvações para Jacó.

Por ti venceremos os nossos inimigos; pelo teu nome pisaremos os que se levantam contra nós.

Pois eu não confiarei no meu arco, nem a minha espada me salvará.
Mas tu nos salvaste dos nossos inimigos, e confundiste os que nos odiavam.
Em Deus nos gloriamos todo o dia, e louvamos o teu nome eternamente. (Salmo 44.-8).

É comum lermos nos salmos pedidos para que Deus destrua o inimigo (ser humano que se lhes opõe) e, é comum vermos agradecimentos pela destruição do inimigo (ser humano que se lhes opunham).

Mas, como devemos orar na Nova Aliança? Jesus disse que os parâmetros do relacionamento com Deus estavam mudados. A Oração mudou? Em que a oração mudou?

Bem, em primeiro lugar mudou a maneira de se apresentar diante de Deus, na Oração do Pai Nosso, o Senhor Jesus nos ensinou que nos dirigimos à Deus, não mais como aquele soberano, todo poderoso, que está lá no céus e que está pronto para justiçar a todas as nossas falhas e pecados, agora nos dirigimos ao ABBA, ao PAI (paizinho, papai, paizão – intimidade e liberdade)!

Ele é Deus! Continua sendo Deus Todo Poderoso! Continua sendo o Soberano de todo universo, mas agora por causa da morte e ressurreição de Jesus, nos adotou como filhos, nos deu diretos de filhos e em Cristo Jesus temos o “direito” de nos achegarmos a ele com liberdade, ousadia e intimidade!

Temos tudo em CRISTO! Em Cristo Deus não nos nega nada:

17 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

32 Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? – (Rm 8.17,32)

Os termos da Oração na Nova Aliança são definidos por CRISTO, em seus ensinos e em seu caráter!
Hoje, não lutamos mais contra a carne (seres humanos), nosso adversário é espiritual, o reino das trevas!
Não oramos para seres humanos sejam derrotados ou justiçados, pelo contrário, como Cristo, nos entregamos a Deus e pedimos que ele faça sua justiça!

Não escolhemos quem deve ser condenado ou quem deve ser inocentado, pelo contrário, pedimos a Deus que a verdade e a Justiça sejam feitas!

Honrai a todos. Amai a fraternidade. Temei a Deus. Honrai ao rei.

Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus.

Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.

Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus.

Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.

O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.

O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;       (I Pe 2.17-23)

Hoje muitos estão convocando orações pelo Brasil e pedindo com todas as letras que o ex-presidente Lula seja condenado!

Não concordo, não oro assim! Como Cristão que quero o bem para esta nação, através das informações que recebi (da mídia comum a todos) sei que existe acusações inúmeras de corrupção contra o mesmo, sei que ideologia política do Lula e da maioria absoluta dos políticos brasileiros é de esquerda e comprometida com as políticas de “igualdade” da ONU, sei que esta ideologia é totalmente contrária e perseguidora das causas cristãs e evangelísticas, mas ainda assim não concordo que se ore pela sua condenação!

Oro e peço que todos orem para que se faça JUSTIÇA!

Se a JUSTIÇA é a condenação que ele seja condenado!

Se a JUSTIÇA é a absolvição que ele seja absolvido!

E o futuro da Igreja? E se ele for eleito presidente do Brasil?

Deus continua no trono! Deus continua ouvindo orações! Deus continua respondendo orações!

Sejamos melhores cristãos, oremos em todo o tempo, preguemos e evangelho à todo tempo, nos reunamos como igreja e adoremos em espírito e verdade e, com toda a certeza, Deus se manifestará e a Vontade do SOBERANO DEUS se estabelecerá em nossas Vidas!

EM CRISTO e ORANDO PELO BRASIL!

Pr. Paulo Coura